Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

Apenas um erro...

Lutamos por muitas coisas durante a nossa vida. Nós temos vários sonhos e desejos que queremos realizar, metas a serem alcançadas, objetivos a serem cumpridos. São tantas coisas que fazemos para garantir uma vida feliz para nós e para as pessoas a nossa volta. Mas no meio de tudo isso que lutamos para ter e conquistar existe algo que lutamos para não ter, dia após dia lutamos contra um simples e pequeno erro.

Isso mesmo, um erro. Por algum motivo lutamos para não cometer erros, parece ser errado errar, talvez por isso não gostamos de errar. Um erro implica em muitas coisas, sem falar que acreditamos que quem erra sempre perde. Mais uma vez esbarramos em algo que lutamos contra, a derrota. Perder nunca é uma opção, lutamos contra as derrotas, não queremos perder, imagine então perder porque erramos.

Ironicamente é engraçado pensar sobre a nossa forma de agir. Queremos acertar para tentar realizar nossos sonhos. Queremos ganhar para ser o numero 1. Mas no fundo, acreditamos mais que nossos sonhos só irão se realizar se não cometermos nenhum erro e que só seremos o numero 1 se não formos derrotados.

Nós adoramos escutar frases prontas e que aparentemente contenha uma formula mágica embutida que nos fará feliz quase que instantaneamente. Procuramos algo imediato, queremos na hora, tem que ser agora. Para essas pessoas eu simplesmente digo “Quem tem pressa come cru”. Espero que com essa frase incrivelmente poderosa e que contem uma magia única possamos seguir em frente sem pressa de chegar ao final, afinal “Quem muito quer nada tem”.

Queremos tanto evitar os erros a ponto de não admitir que estejamos errados, pois para muitos errar é um sinal de fraqueza, mas como diria outra celebre frase “É errando que se aprende”, errar não é mal e nem errado, na verdade como dizem errar “É um mal necessário”.

“Errar é humano” e acredito que todos nós somos. Então se errar é humano e é errando que se aprende, temos aqui um sinal simples e muito claro que devemos dar uma importância ao erro, mas não vamos nos precipitar e errar nesse ponto. Não vamos elevar demais o erro a ponto de tê-lo como um caminho a se seguir, mas com toda certeza não é o erro que devemos evitar.

Nós aprendemos com os nossos acertos e com os nossos erros, mas é certo que aprendemos mais quando erramos do que quando acertamos. Depois de um erro sempre voltamos para rever o que fizemos de errado e com isso aprendemos novas formas de fazer algo para em um futuro próximo não cometermos o mesmo erro. Poucas são as pessoas que após um acerto ou uma grande vitória voltam e tentam descobrir o que podem mudar para se tornarem melhor no que fizeram.

Mas no meio de tudo isso posso afirmar uma coisa bem simples a vida é muito longa, mas não o bastante para que possamos cometer todos os erros. Em toda a nossa história temos inúmeros exemplos de pessoas que se aproveitaram dos erros de outras pessoas (no bom sentido), e mesmo anos após o ocorrido tiraram lições valiosas desses erros e quando estiveram nas mesmas situações conseguiram dar a volta por cima e tiveram sucesso.

Apesar desses fatos incontestáveis que estão gravados ao longo de toda a nossa história existem pessoas que não se dão conta disso. Vivem os mesmos erros vividos por outras pessoas e não percebem que existia uma solução para aquele erro. Outras por sua vez alem de errar negam o próprio erro se perdem no próprio tempo e não consegue fazer sua vida seguir em frente. Para essas pessoas que não se dão conta do que está acontecendo podemos dizer que “Errar é humano, persistir no erro é burrice”.

Muitas vezes errar é preciso, errar uma vez é normal, mas se depois de um erro vier outro ai sim temos um problema. Fique sempre atento e de olhos bem aberto, em muitos casos não existe um erro, simplesmente existe você, por isso se corrija.

O passado se faz presente no futuro (Marcio Moya)


Atenciosamente
Marcio Moya

Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Perguntar ou criticar? Na duvida pergunte

“Você se importa com a minha opinião? Você realmente se importa com a minha opinião? Mas o quanto a minha opinião realmente é importante para você?” Acho que essas perguntas devem passar na cabeça de qualquer um quando faz um comentário, quando fala sobre algum assunto, quando é sincero em suas palavras e sempre tenta falar o que está pensando e logo em seguida, sem a menor consideração, sem nenhuma tentativa real e evidente já vão te criticando. Falando varias coisas sobre você, sem nem ao menos te conhecer. Mas por que tudo isso?

É engraçado pensar, mas parece que hoje em dia conversar se tornou um momento para afiar a língua e desferir todo o seu potencial em criticar. Parece que hoje em dia criticar é um sinal de que você sabe alguma coisa sobre o assunto e sobre a pessoa que você critica. Mas acompanhando da critica sempre vem um tentativa mesquinha, grosseira e consequentemente baixa de tentar ofender o inferiorizar alguém. Poucas são as criticas que tem um teor positivo, que guardam algum beneficio dentro de si, em sua grande maioria só trazem mais criticas.

Mas por que as pessoas atacam com criticas antes mesmo de compreender a colocação que foi feita? Perguntar dói? Entender dói? Pensar sobre dói? Não seria mais interessante saber o que se passa realmente por trás do comentário feito para depois colocar o que pensa? Onde está a comunicação? Além de tudo comunicação é fazer algo comum. Fazer o que comum? Uma informação ou um pensamento transmitido por alguém. Será que existe alguma comunicação onde existe critica? O que dizer do respeito?

Criticar pode ser vista de duas formas. A primeira e menos danosa a uma pessoa é quando a critica vem seguida de informações valiosas e colocações relevantes para se mudar o que está acontecendo, ou seja, uma critica construtiva. A outra forma, muito usado pela grande maioria das pessoas é quando criticamos com o intuito de machucar alguém, difamar a imagem de alguém, subjugar pessoa ou coisa que a critica é dirigida, ou seja, uma critica destrutiva. Qual das duas você considera melhor e mais proveitosa aos seus interesses diários? Quais são seus interesses diários? Respondendo a segunda pergunta saberemos que tipo de critica você prefere. Não concorda?

Você já se perguntou quantas vezes você critica alguém ou alguma coisa pelo simples costume de criticar? Nessas muitas ou poucas criticas que você infligi diariamente, quantas delas são construtivas e quantas são destrutivas? As criticas que você faz chegam à pessoa que deveria chegar ou você fica jogando essas criticas para outra pessoa? Suas criticas surtem algum efeito ou são simplesmente para se divertir? Mas antes de tudo isso, você sabe por que está fazendo isso? Você já perguntou alguma vez por que é assim e não de outro jeito? Já tentou entender? Você já perguntou?

É evidente a necessidade que o Ser Humano tem em desabafar, falar sobre os seus sentimentos e certamente isso é muito necessário para todos. O valor desse desabafo é inquestionável, por isso sempre que tiver uma oportunidade real deixe transparecer o que sente, não reprima nada, solte tudo. Mas até que ponto a sua critica é um desabafo inofensivo?

A critica é uma forma de comunicação. É uma tentativa de passar aquilo que você pensa sobre o assunto levantado. Mas mesmo sendo uma forma de se comunicar com outra pessoa a critica também é uma ação, uma ação que atinge diretamente uma pessoa e indiretamente as pessoas que estão a sua volta. É muito difícil determinar como essa critica será encarada pela pessoa que a recebe, muitas vezes mesmo sendo extremamente cuidadosos a critica pode ter algum efeito negativo. Por esse simples motivo a critica deve ser bem pensada, entender o porquê de estar fazendo aquilo e acima de qualquer coisa, deve ser feito com respeito e responsabilidade. Dificilmente agindo dessa forma a critica será mal vista.

Pode parecer estranho à forma com que eu vou colocar isso, mas às vezes é engraçado como algumas pessoas se sentem ofendidas e feridas gravemente após outra pessoa simplesmente expor seus pensamentos sobre um assunto, pelo simples fato de pronunciar outras palavras sendo que essas palavras não se dirigem especificamente a ninguém, mas mesmo assim alguém toma isso como uma ofensa e é preciso revidar de uma forma, geralmente mais forte. O que acontece? Uma pessoa tentam ferir a outra. E o que você acha que fazem? Criticam seus pensamentos. A pessoa simplesmente critica sem saber o que realmente se passa por trás daquelas palavras ou ações, mas ainda assim faz com um certo ar de orgulho e de dever cumprido.

A pessoa que criticou muitas vezes não sabe o porquê está criticando, nem mesmo o que está criticando. A pessoa que é criticada não sabe porque está sendo criticada. Em muitos casos isso já basta para começar uma grande discussão, ou melhor, uma grande briga, afinal discutir não é o que ocorre depois. As duas pessoas começam a se ofender, o assunto da briga é esquecida dando lugar a grande troca de elogios que da continuidade a essa briga. Mas eu pergunto, será que iria doer em alguém interromper o fato e perguntar “por que estamos brigando?” fazer isso é difícil?

Hoje em dia não saber algo é motivo para ser crucificado por todos, não saber sobre um assunto parecer ser um belo motivo para ser taxado com um burro completo. Talvez por isso ninguém mais pergunte muita coisa, simplesmente balança a cabeça quando alguém fala manso, ou revida quando alguém fala de uma forma áspera, simplesmente porque não sabe. Perguntar é sinal de humildade e sabedoria. Saber tudo não é sinônimo de nada, até mesmo porque ninguém sabe de tudo. Por isso perguntem sempre que puderem e evitem constrangimentos maiores.

Como diria um professor meu “Não existe pergunta tola, existe tolo que não pergunta" e eu acredito que ele está certo.

Alguma duvida?


Atenciosamente
Marcio Moya

Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

E tudo começa mais uma vez... De novo

“Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer”. Todos os anos essa e outras musicas de ano novo são escutadas por todos os lados como um ritual de entrada para o ano novo. Junto com essas musicas existem milhares de superstições que tornam um simples dia, um simples anoitecer em um grande ritual de passagem.

Nesse momento vale tudo na esperança que o novo ano seja repleto de coisas boas e que as coisas ruins fiquem longe. Começar o ano com roupa nova, de alguma cor especifica. Comer alguns tipos de comida esperando que isso traga prosperidade e dinheiro, não comer outras acreditando que isso vai atrasar sua vida. Começar o ano com o pé direito, pular sete ondas, guardar alguma coisa na carteira, etc. Tudo isso vale nessa luta incansável para garantir um ano recheado de conquistas e realizações.

Mas será que tudo isso garante que todos os seus sonhos se realizem? Talvez sim, talvez não, tudo depende de quanto você acredita nisso. Algumas pessoas depois de fazerem certas cosias se tornam mais confiantes e seguras para lutar por seus sonhos e os conquistarem, outras ficam sentadas e não conseguem nada. Mas se fizeram tudo certinho por que não conseguiram? Simples, não foram atrás. No final o que pesa mais é a sua determinação e não sua superstição no que fez.

Assim é que começa o ano e para muitos e é assim que termina, pensando em seus sonhos, só que pensando como seria bom se eles tivessem se realizado. Mas não tem problema o sonho continua vivo e com ele vem aquela velha frase que acompanha muitas pessoas nos finais de ano e no começo também “Esse ano tudo vai ser diferente”. O ano começa. Nossas esperanças estão recarregadas. A vontade de ver os sonhos se tornarem realidade é a maior do ano inteiro. Os sonhos estão impecáveis e provavelmente continuarão assim até o fim do ano, são tantos sonhos a se realizarem, mas nenhum deixa de ser sonho para se tornar realidade.

Sonhos, sonhos e mais sonhos. Temos tantos sonhos, mas lutamos por tão poucos sonhos, no final só alguns deles conseguem almejar o próprio sonho de se tornarem realidade. O ano passa. Os sonhos passam dando lugar para as preocupações do dia a dia. Esquecemos dos nossos sonhos, damos lugar as nossas metas diárias de resolver nossos problemas. Corremos para todos os lados, temos pressa de fazer as coisas, nada pode ficar para trás, com exceção dos nossos sonhos. Mas que sonhos? Já foram e nem vimos.

O começo de um ano é o único tempo que as pessoas dão para si mesmo para pensar em seus sonhos e se livrarem das preocupações. O resto do ano é reservado para as preocupações, os sonhos ficam para depois, eles consomem tempo, coisa que não temos mais. Como foi bom o começo do ano, sonhamos de novo, colocamos nosso sono em dia, recuperamos nossas energias e os sonhos perdidos durante o ano inteiro.

Mais um ano terminou. Quantos sonhos você realizou? Quantos sonhos você não realizou? Mais um final de ano se “lamentando” pelos sonhos que ficaram para trás, sonhos que deram lugar para preocupações. Mais um no terminou. Você se lembra dos seus sonhos do começo do ano? Lembra de suas palavras de começo de ano? Mais um ano terminou e tudo começa mis uma vez, de novo.

Tudo o que fazemos todos os anos repetimos mais uma vez. Os sonhos se perdem, as corridas começam pouco a pouco. Esquecemos nossos dizeres de começo de ano, das musicas, de todos aqueles rituais que fizemos e só no final do ano relembramos tudo isso. Deixamos para trás, para o começo, um dos poucos momentos de paz verdadeira que nos envolve, que toma conta do nosso ser e sem nos darmos conta voltamos a reclamar, voltamos a criticar a tudo e a todos. Quebramos aquele equilíbrio que se estabelece no final do ano, esquecemos de uma das palavras que tanto falamos no final do ano “Paz”. Falamos por falar. Desejamos para todos que cruzam o nosso caminho e queremos tanto para nós, mas essa paz se perde com as criticas, reclamações e problemas que surgem durante o ano.

Esse é um ano típico para muitos. Começam o ano com a corda toda e aos poucos tudo fica para trás. Começa voando alto, mas pousa logo em seguida porque não consegue manter essa grande altura. Por isso prefira voar baixo, mas permanecer no ar o ano inteiro. Procure andar mais e correr menos. De espaço ao tempo. De tempo aos sonhos. Não cobre nada deles, simplesmente recobre de você cada manhã o sentido de cada um deles. Sonhe pouco, mas sonhe intensamente. Deseje pouco, mas deseje inteiramente cada um deles.

Comece o ano de uma forma diferente. Comece o ano caminhando lentamente em direção ao que você quer. Devagar e sempre você alcança todos os seus sonhos. Pois quando você corre deixa todos eles para trás. Faça com que esse ano seja diferente para que ano que vem não precise começar tudo de novo novamente, mas que simplesmente tenha que seguir em frente.

Desejo a todos uma boa caminhada, que 2007 seja o inicio ou continue sendo o caminho que você vem desbravando com sabedoria. Desejo que traga de 2006 as coisas boas e as tornem ainda melhores, que aprenda com as ruins e faça delas boas coisas em 2007. Desejo a todos um Feliz Ano Novo e façam que esse Ano Novo seja muito feliz.


Atenciosamente
Marcio Moya

Sábado, 30 de Dezembro de 2006

A vingança é uma virtude

Pode parecer estranho e nada convencional, mas a vingança é pouco usada da forma correta e muito usada da forma errada. Por esse motivo pode parecer ridícula a idéia de que a vingança possa ser uma virtude, pois como sabemos e vemos muitas vezes casos de “vinganças” que causam muitos danos a alguém ou até mesmo a morte.

Mas como algo tão destrutivo e aparentemente cruel e repulsivo pode ser uma virtude? Todos nós temos como virtude algo com grande e/ou total inclinação para o bem. Uma pessoa virtuosa é aquela que pratica o bem, faz tudo para andar e permanecer no caminho do bem, evitando tudo aquilo que possa levá-lo a adquirir qualquer tipo de vício. Virtude é algo bom. Vingança é algo ruim certo? Errado!

Vingança é a ação de punir ou castigar alguém. Quem puni uma pessoa não faz por mal. Quem puni procura corrigir um erro ou uma injustiça cometida por essa pessoa. Quem procura corrigir algo sempre procura corrigir o errado para tornar certo, transformar o mal em algo bom. Dessa forma quem faz uso da vingança está procurando promover o bem. Alem disso vingança vem de Vingar. Vingar também significa crescer. Quem se vinga deve promover o crescimento, caso contrario não está se vingando, está fazendo outra coisa provavelmente muito pior.

Podemos falar que é quase certo que poucos são aqueles que se vingam pensando no crescimento do outro. Na verdade a vingança hoje é usada da maneira errada. Hoje quem se "vinga" tem como intenção revidar uma ofensa com o mesmo ou um grau maior de crueldade. Quem se "vinga" não procura corrigir o que foi feito, na verdade aumenta ainda mais o erro cometido com a desculpa de que foi ofendido e dessa forma se sente no direito de fazer o que fez.

Retribuir a ação negativa sofrida por alguém na verdade não é uma vingança é apenas mais um ato negativo e agressivo, é uma crueldade cometida pela pessoa que sofreu a primeira ação negativa. Quem faz algo errado deve ser punido, quem revida deve ser punido duas vezes. É como dizem “Errar é humano, persistir no erro é burrice”. Sabemos que um erro foi cometido, podemos punir a pessoa que nos infringiu essa ação de uma forma correta, em vez disso queremos nos “vingar” dessa pessoa o mais rápido possível com aquele velho pensamento “Isso não vai ficar assim”. Com isso atacamos essa pessoa, nos vingamos dela com mais agressividade ou como poderia ser colocado, agimos de uma forma mais cruel.

Quem retribui algo não se vinga, age com crueldade, pois quer unicamente ver o mal da outra pessoa. Saber a diferença entre vingança e crueldade é necessário. Se isso vai mudar alguma coisa eu não sei, mas é provável que sim. As palavras exercem grande poder sobre a nossa vida. Apesar de muitos considerarem a vingança como algo errado, temos a crueldade como algo abominável, e nesse pequeno joga de palavras, apesar de parecer besteira, muitos vão querer evitar serem vistos como um ser cruel e abominável.

Virtudes são boas e quando seguem um caminho oposto se tornam um vício e isso é ruim. Mas o que é ruim pode seguir o caminho oposto também.


Atenciosamente
Marcio Moya

Quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Por que as pessoas reclamam?

Andando por ai, podemos perceber como as pessoas reclamam de tudo. Não importa o que seja, quem seja ou porque seja, simplesmente reclamam. Mas porque será que isso acontece? Será que temos tamanha necessidade de reclamar que precisamos reclamar de qualquer coisa que vemos? As pessoas reclamam das pessoas, reclamam das coisas das pessoas, reclamam das coisas que as pessoas fazem, reclamam das coisas que as pessoas vestem, reclamam das coisas que as pessoas reclamam, sem falar de todas as outras coisas das quais as pessoas reclamam.

Será que essa é uma necessidade que precisa ser preenchida a qualquer custo a ponto de fazermos isso a qualquer momento ou em qualquer lugar? Precisamos de um motivo real para reclamar de alguma coisa? Reclamos por um motivo útil, um motivo que possa acrescentar na minha vida ou mudar alguma coisa para alguém? Afinal, por que reclamamos?

Fico pensando como seria bom se todas as reclamações fossem acompanhadas não só de criticas destrutivas a determinada pessoa, mas com possíveis soluções para ela. Fico pensando como seria bom se as pessoas reclamassem com razão, com um motivo ou por um motivo que realmente fosse alem de sua simples e mesquinha conveniência e da sua pobre e infeliz vontade de falar mal ou criticar alguém.

Reclamar é um habito que adquirimos, por isso cada vez mais vemos as pessoas reclamarem de tudo com muita vontade e voracidade. O problema é que incorporamos esse habito de uma forma negativa. Não gostamos que reclamem de qualquer coisa na gente pois pensamos sempre no lado negativo da reclamação. Temos a reclamação como algo destrutivo e não permitimos que ninguém reclame da gente. O nosso ego é ferido e às vezes revidamos de uma forma ainda mais intensa e desnecessária.

Reclamar é preciso. Respeitar o próximo mais ainda. Quem reclama com respeito não destrói quase nada, mas constrói quase tudo.


Atenciosamente
Marcio Moya